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Saylor, da MicroStrategy, sinaliza possível retomada de compras de Bitcoin após debate sobre "dead cat bounce"
A MicroStrategy está há duas semanas sem reportar novas compras de Bitcoin, mas o presidente executivo Michael Saylor deu a entender que a pausa pode ter terminado na semana passada. Em uma publicação, ele escreveu "A little more orange" sobre um gráfico das reservas da empresa — formato que costuma anteceder divulgações de aquisições, já que a companhia informa suas compras às segundas-feiras.
Em documento enviado à SEC em 14 de setembro, a empresa informou que não comprou nem vendeu Bitcoin entre 8 e 13 de setembro. Na semana anterior, um relatório trouxe o mesmo resultado para os sete dias precedentes.
Até 13 de setembro, a MicroStrategy mantinha cerca de 845.050 BTC. O total foi adquirido por US$ 63,73 bilhões, a um preço médio de US$ 75.412 por moeda. A última compra reportada foi de 4.603 BTC por US$ 369,7 milhões, divulgada em 31 de agosto, encerrando uma pausa de 10 semanas.
No período até 13 de setembro, a empresa destinou US$ 139,3 milhões à recompra de ações preferenciais, em vez de comprar Bitcoin. Com isso, restaram US$ 1,30 bilhão na conta usada para aquisições. A MicroStrategy também vendeu Bitcoin neste ano para dar suporte ao preço de suas ações.
O tema ganhou tração na sexta-feira, quando Jason Calacanis publicou um gráfico de um ano mostrando o Bitcoin em queda de cerca de 31% e afirmou que o "dead cat" seguia quicando. O termo "dead cat bounce" descreve uma recuperação curta dentro de uma tendência maior de baixa. Calacanis disse que o Bitcoin funciona mal para pagamentos e contratos inteligentes e já não empolga o público, comparando-o a CDs na era do streaming.
Saylor respondeu que, desde 2011, o Bitcoin se consolidou como um sucesso de US$ 1,6 trilhão e o ativo digital mais valioso do mundo. Segundo ele, seu principal uso é como capital digital e a preservação de patrimônio por gerações é uma ambição maior do que "entreter um jantar".
Cathie Wood, fundadora da ARK Invest, também rejeitou a descrição de "dead cat" e citou pesquisas de sua gestora sobre Bitcoin e inteligência artificial.
O texto ressalta que o rótulo não atende à definição estrita de mercado, já que um "dead cat bounce" só é confirmado quando o preço volta a cair e rompe a mínima anterior. No momento da publicação, o Bitcoin era negociado a US$ 81.292, acima da mínima de cerca de US$ 75.000 a partir da qual se recuperou.
A reportagem caracteriza o argumento mais amplo de Calacanis como um juízo cultural — de que o Bitcoin parou de ganhar novos casos de uso e virou um instrumento de reserva de valor sem apelo — e não como uma tese baseada em gráfico que os dados de preço possam comprovar ou refutar.