Core Scientific paga US$ 41,9 milhões para encerrar contrato de mineração de bitcoin e acelera foco em infraestrutura de IA
A operadora de data centers Core Scientific informou em seu relatório regulatório do segundo trimestre que desembolsou US$ 41,9 milhões para rescindir o contrato de equipamentos de mineração de bitcoin firmado com a Block e sua divisão Proto, registrando perda no mesmo montante. O acordo e as entregas futuras de equipamentos foram cancelados.
Anunciado em julho de 2024, o contrato previa que a Proto forneceria chips de mineração em 3 nanômetros, com capacidade equivalente a cerca de 15 EH/s de hash rate, além de compras adicionais opcionais.
A Core Scientific afirmou que não pretende mais investir em novos equipamentos de mineração para manter ou ampliar seu hash rate. A estratégia passa por gerar caixa com o parque instalado e, conforme o caso, vender ou aposentar os mineradores. A empresa também segue redirecionando energia antes destinada à mineração para sistemas de computação de alta densidade, como GPUs.
No segundo trimestre, a receita de hospedagem (托管) saltou de US$ 10,6 milhões no mesmo período do ano anterior para US$ 137 milhões, respondendo por 83% da receita total. A receita de mineração própria (self-mining) recuou 66% na comparação anual, para US$ 21,5 milhões, equivalente a 13% do total. A produção trimestral de bitcoin caiu 53% ano a ano, segundo a companhia.