Reabertura do Estreito de Hormuz pode ocorrer em breve, mas Ásia deve enfrentar aperto prolongado no petróleo

Mesmo que o Estreito de Hormuz volte a operar, a Ásia deve conviver por meses com restrições de oferta de petróleo e GNL, devido ao tempo de viagem dos petroleiros, aos estoques regionais em mínimas de vários anos e a danos em instalações-chave como o terminal de GNL de Ras Laffan, no Catar. A avaliação é que o aperto pode se estender até depois de agosto, o que limita uma queda rápida de preços. Nas últimas semanas, países do Sudeste Asiático recorreram a racionamento de diesel, retomada de térmicas a carvão e aceleração da mistura de etanol, enquanto as Filipinas declararam emergência nacional de energia. O acordo de paz, descrito como um memorando de entendimento de 14 pontos, segue sob dúvida de execução, em meio a ameaças de retomada de ataques pelos EUA e à criação de uma nova autoridade iraniana para o Estreito de Hormuz.