Três ataques cripto em 24 horas drenam mais de US$ 35 milhões de protocolos
Resumo de mercado por IA
Um conjunto de três explora'ções em DeFi em 24 horas drenou ~US$35,5M, refor'ando que pontes cross-chain continuam sendo um ponto fraco sistêmico de seguran'a. O maior incidente envolveu ~US$24,15M em USDC na Arbitrum, posteriormente trocados por ~12.467,5 ETH, enquanto a pressão vendedora da B2 impulsionou uma queda de token de >15% e a Verus sofreu uma viola'ão repetida. O padrão normalmente reduz o apetite ao risco e pode pressionar a liquidez em todo o DeFi.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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Três protocolos de criptoativos foram atacados em um intervalo de 24 horas, com perdas combinadas acima de US$ 35,5 milhões. Os casos envolvem três blockchains e vetores distintos, mas reforçam um padrão conhecido no DeFi: pontes (bridges) continuam sendo um dos pontos mais frágeis do ecossistema.
O maior prejuízo atingiu a AFX, protocolo baseado em Arbitrum, que perdeu cerca de US$ 24,15 milhões em USDC após a exploração de uma ponte em 22 de julho. Já a BSquaredNetwork, na BNB Chain, teve US$ 3,86 milhões em tokens B2 drenados. No Ethereum, a ponte cross-chain da Verus registrou saída de US$ 7,55 milhões em 23 de julho, agravando um histórico recente: em maio, a mesma estrutura já havia sido explorada em aproximadamente US$ 11,58 milhões.
Como os ataques ocorreram
No caso da AFX, os invasores retiraram US$ 24,15 milhões em USDC da infraestrutura de bridge em Arbitrum, transferiram os recursos para o Ethereum e fizeram a conversão para cerca de 12.467,5 ETH.
Na BSquaredNetwork, o valor financeiro foi menor, mas o efeito para o mercado do token foi mais turbulento. Os US$ 3,86 milhões em B2 roubados foram trocados por mais de 5.000 WBNB e, na sequência, convertidos em aproximadamente 1.128 ETH. A pressão de venda derrubou o preço do B2 em mais de 15%.
O episódio da Verus chama atenção pela recorrência. A perda de US$ 7,55 milhões em 23 de julho, somada ao ataque de cerca de US$ 11,58 milhões em maio de 2026, coloca o total acima de US$ 19 milhões em aproximadamente dois meses, indicando possíveis vulnerabilidades relacionadas.
A PeckShield, empresa de segurança em blockchain, esteve entre as primeiras a sinalizar on-chain cada um dos incidentes.
Trimestre duro para a segurança cripto
Os ataques se somam a uma onda mais ampla. Dados da TRM Labs mostram que o primeiro semestre de 2026 registrou um recorde de 207 incidentes de segurança. No 2º trimestre, foram US$ 764 milhões roubados em 67 ocorrências, com fraquezas operacionais apontadas como um dos principais pontos de exploração.
O tema não é novo: em 2022, Vitalik Buterin já alertava para os riscos de segurança em bridges, defendendo que um futuro multichain não teria as mesmas premissas de confiança de aplicações em uma única rede.
O que muda para investidores
A queda acima de 15% do B2 mostra o impacto imediato no preço quando o ativo é despejado no mercado após um ataque. Três explorações em um único dia tendem a reduzir o apetite a risco em todo o DeFi.
Além disso, os US$ 764 milhões subtraídos apenas no 2º trimestre de 2026 representam capital retirado do ecossistema: recursos que poderiam financiar desenvolvimento, prover liquidez e sustentar mercados de empréstimo.
Para o investidor individual, a trajetória da Verus é um alerta: quando um protocolo sofre um ataque e não elimina totalmente as fragilidades antes de ser explorado novamente, isso diz muito sobre sua postura de segurança. O primeiro hack pode ser azar. O segundo é informação.