CLARITY Act incorpora regras de ética para autoridades na regulação de ativos digitais
Senadores republicanos ampliaram o CLARITY Act ao incluir dispositivos de ética junto às reformas de estrutura de mercado para ativos digitais. A versão revisada proíbe que altos integrantes do governo — incluindo Presidente, Vice-Presidente, membros do Congresso, juízes federais, autoridades abrangidas e seus cônjuges — emitam ou patrocinem ativos digitais mediante remuneração. O texto também exige que essas autoridades vendam suas posições em criptoativos ou as transfiram para trusts cegos qualificados, com restrições válidas até 20 de janeiro de 2029. O descumprimento pode gerar multas de até US$ 250.000 por dia. Fonte do anúncio: Lummins.senate.gov. A proposta busca reduzir conflitos de interesse e reforçar a confiança em futuras regras para o setor, além de sinalizar um esforço mais amplo do Congresso para combinar normas de mercado com responsabilização pública.
Pressão política reacende debate sobre ética
As novas regras ganharam força após aumentar o escrutínio político sobre os negócios de cripto do presidente Trump. Em 2025, declarações financeiras públicas apontaram mais de US$ 1,4 bilhão em renda relacionada a criptoativos, alimentando o debate sobre potenciais conflitos de interesse. Na rede X, o deputado James E. Clyburn questionou se investidores em empreendimentos cripto de Trump poderiam receber tratamento favorável do governo. O senador Bernie Sanders também afirmou que o CLARITY Act poderia permitir a continuidade dos lucros de Trump com cripto. Fonte: X. As críticas elevaram a pressão para separar o exercício de cargos públicos de interesses privados em ativos digitais. Republicanos responderam com restrições éticas adicionais, enquanto democratas afirmam que o texto ainda mantém brechas relevantes, mantendo fiscalização e responsabilização como pontos centrais na tramitação no Senado.
Regras de ética podem aumentar a previsibilidade regulatória?
O foco começa a migrar da intenção legislativa para a percepção do mercado. Investidores institucionais costumam exigir governança previsível, além de clareza regulatória, antes de alocar capital de longo prazo. A proposta revisada combina reformas de estrutura de mercado com exigências de ética, incluindo desinvestimento, trusts cegos qualificados e limites de divulgação acima de US$ 1.000. O objetivo é demonstrar que a política para ativos digitais pode permanecer independente dos interesses financeiros pessoais de autoridades. O mercado, porém, deve avaliar o impacto de eventuais exceções que possam afetar o investimento de longo prazo nos mercados de ativos digitais dos EUA e, por consequência, a participação institucional.
Resumo
A versão atualizada do CLARITY Act amplia a agenda de regulação de ativos digitais ao adicionar salvaguardas de ética para autoridades seniores. O avanço da proposta dependerá de as novas exigências elevarem a credibilidade regulatória e a confiança do investidor institucional.