Goldman Sachs: desalavancagem do mercado se aproxima do fim, mas riscos seguem no radar
Segundo a Huoxing Finance, a mesa de trading do Goldman Sachs avaliou em 30 de julho que as ações dos EUA passaram recentemente por reversões bruscas de momentum e desmontagem de posições, sinalizando que o processo de desalavancagem pode estar entrando na fase final, embora a redução de risco ainda não tenha sido concluída. O banco destaca que a alavancagem agregada global permanece no percentil 93 dos últimos cinco anos, e que fatores como tensões geopolíticas, a política do Federal Reserve e a temporada de resultados devem sustentar a volatilidade em níveis elevados.
Para agosto, o Goldman Sachs projeta que o potencial de alta das bolsas americanas será limitado por saídas sazonais de recursos dos fundos, apetite fraco de compra por parte de investidores institucionais e pela posição de gamma positiva dos dealers. No curto prazo, o mercado tende a permanecer em faixa.
Caso as cotações continuem recuando, estratégias sistemáticas como CTA podem intensificar a pressão vendedora. Em um cenário de baixa, o volume estimado de venda na próxima semana seria de US$ 24,9 bilhões, muito acima do volume de compra de cerca de US$ 2,3 bilhões em um cenário de alta.
As recompras corporativas devem continuar como a fonte mais estável de suporte comprador no horizonte imediato. Atualmente, aproximadamente 31% das empresas do S&P 500 estão em suas janelas abertas de recompra, percentual que deve superar 90% até meados de agosto.
O banco também alerta que, com o aumento da correlação entre ações individuais e os índices, cresce o risco de quedas fortes sincronizadas. A recomendação é reforçar proteções de forma proativa, incluindo posições compradas em correlação de mercado, compra de puts com vencimento de três meses no ETF do Russell 2000 e hedges de opções de curto prazo para ações favoritas do varejo. O custo de proteção, segundo o Goldman Sachs, ainda está em patamar razoável e é adequado para se defender de novas quedas.