Perpétuos de Bitcoin entram em foco por dúvida sobre enquadramento tributário nos EUA

A aprovação, pela CFTC, do contrato perpétuo de Bitcoin da Kalshi como um produto de futuros abriu uma incerteza relevante: como os traders devem declarar os ganhos ao IRS. Se o instrumento for tratado como "regulated futures contract" nos termos da Seção 1256, os ganhos, em geral, recebem o tratamento de 60% como ganho de capital de longo prazo e 40% como ganho de capital de curto prazo, independentemente do período de manutenção. A CME, porém, sustenta que os perpétuos da Kalshi são, na prática, swaps — categoria explicitamente excluída da Seção 1256. Embora a classificação da CFTC dê suporte ao argumento de futuros, ela não vincula o IRS. Com isso, o enquadramento tributário segue em aberto até que o próprio IRS, o Congresso ou os tribunais se pronunciem diretamente sobre os perpétuos de Bitcoin.