Pesquisa da Bloomberg indica que maioria dos economistas não espera novas altas de juros do Fed em 2026

Resumo de mercado por IA
Uma pesquisa da Bloomberg indica que a maioria dos economistas espera que o Fed mantenha as taxas inalteradas em setembro e outubro, citando a desaceleração da inflação e a proximidade das eleições, enquanto a precificação de mercado implica uma alta probabilidade de um aumento no curto prazo após as declarações hawkish do presidente Walsh em Jackson Hole. A diferença entre o consenso dos economistas e as probabilidades implícitas pelo mercado destaca uma incerteza elevada sobre a política, aumentando a sensibilidade, em taxas em USD, no dólar e em ativos de risco, aos próximos dados de inflação e de trabalho.
Nível de impacto
● Alto
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A Bloomberg realizou, entre 4 e 9 de setembro, uma pesquisa com 48 economistas. Apenas 13 participantes disseram esperar que o Federal Reserve eleve os juros na reuni"ão deste mês. Para a ampla maioria, a leve perda de fôlego da inflação e a proximidade das elei"ções de meio de mandato nos EUA levam os formuladores de política a manter as taxas inalteradas nas reuni"ões de setembro e outubro. Essa leitura predominante de "paciência" diverge do que indicam os pre"ços de mercado: investidores atribuem atualmente probabilidade de até 70% de alta já na próxima semana. A distor"ção é atribuída, em grande parte, à incerteza elevada sobre a trajetória de curto prazo da política monetária sob a gestão do presidente do Fed, Walsh. As apostas voltaram a subir após sinais mais duros de Walsh no mês passado, durante o simpósio anual do Fed em Jackson Hole, no Wyoming, quando ele afirmou que a inflação ainda não mostrou sinais relevantes de desacelera"ção. A pesquisa também destaca o calendário: a reuni"ão de política monetária de outubro ocorrerá a poucos dias da elei"ção de 3 de novembro. Metade dos economistas avalia que, por causa dessa proximidade, seriam necessários "dados excepcionalmente fortes" para justificar uma mudan"ça de juros tão perto do pleito. Ainda assim, 43% dos entrevistados consideram que a elei"ção não deverá ter impacto substancial nas decis"ões de política monetária.