Bitwise atrai US$ 1,8 bilhão em entradas líquidas em meio ao mercado cripto de baixa de 2026
Resumo de mercado por IA
A Bitwise reportou mais de US$ 1,8 bi em entradas líquidas no 1º semestre de 2026 apesar de um mercado baixista mais amplo de cripto, destacando uma demanda resiliente por produtos cripto orientados a rendimento (staking, carry e cofres de stablecoins) em vez de exposição spot-beta. O contraste com saídas e queda do NAV no ETF de índice BITW sem rendimento sugere que a preferência dos investidores está migrando para estratégias de renda, influenciando os fluxos em veículos com forte peso em BTC/ETH e o design de produtos de ETP com rendimento incorporado.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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● Neutro
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A Bitwise Asset Management captou mais de US$ 1,8 bilhão em recursos novos no primeiro semestre de 2026, informou no domingo o CEO Hunter Horsley. O dado chama atenção porque o período foi marcado por queda generalizada dos preços de criptoativos.
Tom Lee, cofundador e chefe de pesquisa da Fundstrat Global Advisors, classificou o desempenho como "excepcional" e destacou o crescimento da gestora mesmo durante o "inverno cripto". Segundo Horsley, o número divulgado representa entradas líquidas (aportes menos resgates) em produtos da casa.
A composição dessas captações ajuda a explicar a resiliência. De acordo com Horsley, quatro frentes de produtos superaram US$ 100 milhões cada em captação: ETFs e ETPs (fundos e produtos negociados em bolsa), estratégias privadas, staking e vaults. Três dessas linhas oferecem rendimento ao investidor.
Os próprios números da Bitwise detalham esses retornos. O vault, lançado em janeiro em parceria com a credora on-chain Morpho, mira cerca de 6% ao ano em stablecoins. Já o Crypto Carry Fund tokenizado tinha US$ 259 milhões no fim de maio e entregava yield de 4%. A estratégia de carry, segundo a gestora, consiste em comprar cripto e vender contratos futuros contra a posição, capturando o diferencial.
O staking foi a categoria de crescimento mais rápido. O fundo de staking de Solana da Bitwise superou US$ 500 milhões apenas 18 dias após a listagem, em novembro do ano passado. No setor, concorrentes aceleram iniciativas para embutir rendimento de Ethereum em ETPs.
Em contraste, o produto focado apenas em exposição a preço encolheu. O Bitwise 10 Crypto Index ETF (BITW), que mantém uma cesta de grandes tokens e tem bitcoin e ether como cerca de 91% da carteira, viu os ativos líquidos caírem de US$ 1,03 bilhão em 31 de dezembro para US$ 678 milhões em 31 de março — retração de 34% em três meses.
Dois fatores contribuíram para a queda: o preço por cota recuou 24% e houve resgate de 2,25 milhões de cotas, aproximadamente 13% do fundo. A taxa não foi o gatilho, segundo o histórico do produto: a Bitwise havia reduzido a cobrança de 2,50% para 0,75% quando o fundo passou a ser negociado na NYSE Arca, em dezembro. O mesmo fundo havia avançado 94,8% em 2024.
A gestora também ajustou custos. Em 12 de agosto, a Bitwise reduziu o quadro de aproximadamente 180 para 155 funcionários.
As entradas líquidas refletem aportes, não ganhos de mercado. A leitura implícita no dado de Horsley é que, dentro da Bitwise, investidores priorizaram estratégias com yield e reduziram exposição a produtos cuja proposta é apenas acompanhar o preço. No domingo, o bitcoin (BTC) era negociado perto de US$ 77.403, com pouca variação.