Bill Miller e Michael Saylor veem perspectiva positiva para o futuro do Bitcoin
Resumo de mercado por IA
O comentário da CNBC de Bill Miller e Michael Saylor reforça uma narrativa construtiva de longo prazo para o Bitcoin após uma recente correção para cerca de US$ 61.700. Miller enquadra o BTC como uma alternativa à expansão fiduciária e um potencial hedge contra a inflação em meio a maior endividamento e possíveis respostas de política impulsionadas por IA. Saylor argumenta que a exposição corporativa ao BTC da Strategy pode permanecer eficaz sem ganhos anuais desproporcionais do BTC, sustentando o sentimento em relação à demanda institucional por manter posições.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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▲ Altista
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O Bitcoin (BTC), principal criptomoeda do mercado, voltou a subir e foi negociado em torno de US$ 61.700 após ter recuado recentemente para abaixo de US$ 58.000. Mesmo com a recuperação, o ativo segue bem distante de sua máxima histórica. A correção reacendeu dúvidas sobre a direção do BTC e do mercado, mas dois defensores conhecidos do criptoativo — Bill Miller e Michael Saylor — afirmam que a tese de longo prazo permanece sólida.
Em entrevista à CNBC, Bill Miller, da Miller Value Partners, disse que investidores estariam cometendo um grande erro ao concentrar a atenção no preço de curto prazo e ignorar o cenário econômico que, segundo ele, dá suporte ao Bitcoin. "Os motivos fundamentais para o Bitcoin nunca foram tão fortes. Continuamos muito otimistas no longo prazo", afirmou.
Ao rebater críticas de que o BTC não teria um caso de uso real, Miller ressaltou que o ativo surgiu como alternativa à emissão ilimitada de moeda após a crise financeira de 2008 — argumento que, para ele, faz ainda mais sentido hoje. Ele citou também a narrativa de que a inteligência artificial (IA) poderia provocar um ambiente altamente deflacionário, o que pressionaria governos a imprimir ainda mais dinheiro para lidar com o aumento das dívidas. Nesse contexto, Miller avalia que o Bitcoin deve continuar funcionando como proteção contra a inflação.
Já Michael Saylor, conhecido por sua postura otimista em relação ao BTC, abordou o tema de forma mais pragmática. Também à CNBC, ele afirmou que sua empresa, Strategy, não precisa de uma alta explosiva do Bitcoin para seguir superando concorrentes. Saylor disse que parte do mercado acredita que o BTC teria de subir 30% ao ano para que a estratégia de tesouraria em Bitcoin funcione e para que as ações da companhia se tornem lucrativas, mas classificou essa premissa como incorreta.
"O Bitcoin precisa subir cerca de 3%, não 30%. Com uma valorização de 8% a 10%, nossas ações podem superar o Bitcoin. Com 15% de alta, nossas ações podem entregar um retorno de 20% a 25%", afirmou, acrescentando que a empresa dispõe de ampla flexibilidade operacional e diversas alternativas para executar sua estratégia.
*Isto não é recomendação de investimento.
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