Albuquerque proíbe caixas eletrônicos de bitcoin diante do avanço de golpes

Resumo de mercado por IA
A proibição de Albuquerque a caixas eletrônicos de criptomoedas e limites mais rígidos para transações em dinheiro com assistência de caixa ressaltam a aceleração da reação regulatória nos EUA contra rampas de entrada offline para cripto em meio a alegações de fraude. Ações estaduais semelhantes e o aumento de casos de fiscalização sugerem restrições institucionais mais amplas, e não uma fiscalização isolada. Embora a negociação online permaneça inalterada, a redução do acesso a quiosques pode pressionar marginalmente os fluxos e o sentimento do varejo, destacando riscos de conformidade e reputacionais para o ecossistema.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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O Conselho Municipal de Albuquerque, no Novo México (EUA), aprovou nesta semana uma lei que veta a instalação de ATMs de criptomoedas na cidade e impõe restrições a transações com moedas virtuais intermediadas por atendentes. Pela regra, operadores identificados e estabelecimentos que hospedam esses equipamentos terão de removê-los em até 45 dias após serem notificados. A proibição abrange quiosques de criptomoedas dentro dos limites do município. O conselho ressaltou que moradores continuam podendo manter, minerar e transferir criptoativos por meio de plataformas on-line e carteiras pessoais. O foco das restrições recai sobre dispositivos físicos e operações de balcão associadas. A vereadora Stephanie Telles, autora da proposta, afirmou que cerca de 90% das transações em ATMs de criptomoedas em Albuquerque estariam ligadas a fraude. Segundo ela, usuários legítimos tendem a evitar as máquinas por causa das tarifas elevadas, enquanto golpistas se aproveitam de transferências imediatas, anônimas e irreversíveis. A medida se soma a uma onda de ações semelhantes em outros estados. Indiana adotou uma proibição em todo o estado em março, o Tennessee seguiu o mesmo caminho em julho e a restrição de Minnesota passou a valer em agosto. Delaware avança com legislação relacionada, Nova Jersey debate medidas parecidas e parlamentares do Texas avaliam a adoção de um veto. Autoridades texanas informaram perdas de US$ 57 milhões em golpes envolvendo quiosques. O endurecimento simultâneo em nível local e estadual sugere que a regulação dos ATMs de cripto nos EUA está deixando a fiscalização caso a caso e migrando para limitações institucionais mais amplas. O setor também encolhe. A Bitcoin Depot, que já foi a maior operadora da América do Norte, entrou com pedido de proteção contra falência em maio deste ano e desativou cerca de 9.700 quiosques. Na ocasião, o CEO Alex Holmes apontou limites de transação mais rígidos e proibições diretas em algumas regiões como fatores que pressionaram o negócio. Casos de fiscalização ligados a risco de fraude vêm aumentando. No ano passado, o procurador-geral de Washington, D.C., processou a Athena Bitcoin, alegando que 93% dos depósitos feitos ao longo de cinco meses em sete equipamentos locais envolveram recursos provenientes de fraude, com idade mediana das vítimas de 71 anos. A Athena contesta fortemente a acusação. Dados do Federal Bureau of Investigation (FBI) indicam que quase 11.000 reclamações relacionadas a golpes em quiosques foram registradas em 2024, com perdas acima de US$ 246 milhões. Com governos locais apertando as regras, o espaço operacional desses dispositivos físicos de negociação de criptomoedas segue diminuindo.